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Menos de 40% dos pacientes com hiperidrose busca auxílio médico

Atualizado: Out 31

O suor tem um papel fundamental no nosso corpo. Além de controlar a temperatura interna, mantém a pele hidratada e elimina substâncias tóxicas. É, portanto, uma reação normal do organismo, ativada quando passamos muito calor, realizamos esforço físico ou enfrentamos situações de medo e estresse.





Embora a transpiração seja algo corriqueiro, quando ela se manifesta de forma excessiva, interferindo na qualidade de vida e no convívio social, caracteriza-se como um distúrbio conhecido como hiperidrose. Pessoas com este problema costumam apresentar sudorese excessiva nas mãos, pés, axilas ou rosto, acompanhada de rubor facial e sentimento de embaraço.


A hiperidrose atinge de 1% a 3% dos brasileiros - ainda assim, menos de 40% dos pacientes com essa condição busca auxílio médico. Quem tem a doença se sente desconfortável e pode sofrer com os impactos sociais e psicológicos do problema.  Por isso a importância de buscar ajuda médica e iniciar um tratamento adequado.


Fatores emocionais, hereditários ou doenças podem ter relação com o problema.  A hiperidrose primária não tem uma causa conhecida; já a secundária está associada a distúrbios metabólicos, menopausa, antidepressivos e desregulação autonômica. Os tratamentos podem ser local, cirúrgico ou sistêmico. A decisão sobre a melhor forma de tratar o problema deve ser feita com um médico.


Uma das linhas de tratamento utiliza doses baixas de medicamentos anticolinérgicos, também indicados para controlar a incontinência urinária e diminuir espasmos musculares. Já a aplicação de toxina botulínica - botox - é eficaz em 90% dos casos.  O resultado, nesse caso, é mantido por um ano e meio, quando a aplicação deve ser repetida.


Casos graves podem ser tratados com cirurgia, a chamada simpatectomia. Nela, é feita a retirada e 'queima' das glândulas com defeito. A cirurgia exige anestesia geral e internação de pelo menos um dia. Quando o suor não se repete todos os dias, recomenda-se apenas o uso de pomadas e desodorantes antitranspirantes à base de cloreto de alumínio.


Dicas para minimizar incômodos da hiperidrose

Para quem sofre com excesso de suor nos pés, uma boa dica é sempre colocar os sapatos, depois de usá-los, em uma área ventilada para arejar. A escolha de modelos feitos de lona, tapume ou malha ajudam no 'respiro'. Além disso, revezar o uso, ou seja, não usar o mesmo sapato dois dias seguidos, também é bom para dar mais tempo para calçado 'respirar'.


Se possível, vá de sapato aberto no percurso do trabalho/casa e troque as meias pelo menos uma vez durante o dia. Escolha as de fibras leves ou meias de mistura de acrílico, que absorvem melhor a umidade dos pés. O uso de meias com separadores é indicado porque evitam a propagação de fungos.


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