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Risco de morte de pacientes com câncer de próstata reduz 35% por meio de apalutamida

Atualizado: Abr 9

Estudo TITAN apresenta análise final na ASCO Gu e demonstra que cerca de dois em cada três pacientes estavam vivos após 44 meses de acompanhamento


Na última edição da ASCO GU (Simpósio de Câncer Geniturinário da Sociedade Americana de Oncologia Clínica) que aconteceu em fevereiro, o estudo TITAN apresentou suas análises finais. Houve benefício clínico significativo do uso de ERLEADA® (apalutamida), da farmacêutica Janssen, associado a ADT (Terapia de Privação Androgênica) no tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático sensível a castração, independente da extensão da doença.


O medicamento apalutamida atua bloqueando o mecanismo pelo qual o câncer de próstata cresce, impedindo que o hormônio masculino estimule o desenvolvimento das células tumorais. O crescimento das células cancerosas tem o seu crescimento impedido por três formas: prevenindo a ligação de andrógenos ao seu receptor nas células; bloqueando a entrada dos receptores de andrógenos nas células cancerosas; e impedindo os receptores de se ligar ao DNA da célula maligna.


A ADT, tratamento padrão até o momento, associada com a apalutamida reduziu o risco de morte de pacientes com câncer de próstata metastático sensível a castração em 35%, quando comparado ao tratamento somente com ADT. Essa análise foi observado após quatro anos de estudo.


O Dr. Kim Chi, médico oncologista do BC Cancer Vancouver e principal pesquisador do estudo TITAN explica que a análise final do estudo TITAN confirma que o tratamento com apalutamida prolonga a sobrevida global do paciente e demonstra benefícios claros em curto, médio e longo prazo “Estabelece um perfil de segurança para indivíduos com câncer de próstata metastático que estão iniciando a terapia de privação androgênica. Com base nesses dados, a ADT isolada não deve mais ser considerada suficiente para pacientes com doença avançada sensível à castração”, diz.


A apalutamida melhorou a sobrevida livre de progressão, ou seja, quando após o tratamento o câncer não progride. Além disso, atrasou o tempo de resistência a castração em 66% para fases mais agressivas, ajudando a prevenir o avanço da doença e melhorando o resultado do tratamento.


Em relação aos eventos adversos, o mais comum foi o rash cutâneo, porém não houve evidências desse efeito com o tempo de uso da medicação. É um medicamento eficaz que prolonga a sobrevida global e mantém a qualidade de vida dos pacientes, sendo seguro. Esses benefícios se refletem nas indicações para câncer de próstata metastático sensível à castração e câncer de próstata não metastático resistente à castração.


A apalutamida está disponível no país para o tratamento de câncer de próstata resistente à castração desde 2019. Em 2020 recebeu aprovação para o tratamento de pacientes com câncer de próstata metastático em tumores sensíveis à castração hormonal.

Recentemente a apalutamida foi incluída no rol da ANS para outra indicação: tratar pacientes com câncer de próstata não metastático resistente à castração (SPARTAN) facilitando, assim, o acesso ao tratamento.


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