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Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) e Casseta & Planeta em campanha contra o câncer de pênis

Ação faz parte do projeto ‘Lave o Dito Cujo’, que em 2020 impactou milhares de pessoas com 366 ilustrações divertidas sobre o órgão masculino



A ação ‘Lave o Dito Cujo’, criada pelo LAL, estreou em 1º de janeiro de 2020 com o perfil @laveoditocujo no Instagram. Os 366 dias do ano receberam um post de uma ilustração com apelidos muitas vezes inusitados e nomes populares do pênis, produzidas por centenas de artistas e que contou também com a colaboração de seguidores.


Esse ano a ação volta a mídia, com a mesma irreverência e bom humor para alertar homens sobre câncer de pênis, um mal responsável pela amputação parcial ou total do órgão sexual masculino de cerca de 1.600 brasileiros nos últimos anos. A estratégia do projeto ‘Lave o Dito Cujo’, dessa vez, ganha um importante reforço, um cômico videoclipe estrelado pela equipe do Casseta & Planeta disponível nos canais digitais da ação. A iniciativa, que estreia nova fase, tem a parceria da agência Talent Marcel.


No filme, Claudio Manoel, Helio de La Peña, Hubert e Marcelo Madureira contracenam com recursos de animação para ilustrar situações que remetem à higienização do pênis e o que pode acontecer quando ela não ocorre. Com o refrão “lave o dito cujo” repetido diversas vezes, a letra da música interpretada pela trupe ainda traz frases como “imagine perder a banana porque não lavou direito? Decapitar o palhaço, por falta de higiene?”, em uma associação direta aos “apelidos” que as ilustrações retrataram diariamente no perfil do Instagram, evidenciado a principal causa do câncer de pênis: a falta de higiene.


A Flocks, plataforma digital de canais/redes de conteúdo como Buenas Idéias, Flow Podcast, entre outros e criadora do Meme Awards e Hub de memes, traz o Casseta & Planeta de forma irreverente e fortalece a produção dos conteúdos digitais da campanha. Para Marcelo Madureira, fundador da Flocks, “quando fui convidado a participar dessa ação eu topei na hora. Esse é um tema delicado e raramente ouvimos algo a respeito. Acredito que protagonizar essa campanha ao lado do Claudio, do Helio e do Hubert, tendo a oportunidade de alcançar as pessoas com uma mensagem tão relevante, traz uma grande satisfação pessoal”.


"Quando você vê um dado de mais de mil amputações por ano, você sente a necessidade de fazer algo para mudar isso, ainda mais quando essa doença pode ser erradicada. Como a gente está falando sobre um problema muito sério, onde os homens têm muita dificuldade de falar sobre assuntos relacionados à saúde, principalmente íntima, e que sempre foi tabu, a gente quis usar do lúdico para conscientizar sobre o assunto, já que eles inventam um monte de apelidos pro “dito-cujo”, comenta Guilherme Serato, criativo da Talent Marcel e um dos idealizadores do projeto.



Sucesso nas redes sociais

O perfil do Instagram conta com mais de 37 mil seguidores e cada post chega a ter mais de 4 mil curtidas. “O projeto é resultado de um levantamento dos nomes populares que muitos homens usam para apelidar seus pênis. Cada ilustração acompanha uma mensagem para alertar sobre um tema muito sério: a saúde do homem brasileiro e, mais especificamente sobre o câncer de pênis, muito comum nas regiões Norte e Nordeste. É uma maneira lúdica para alertarmos sobre um problema sério de saúde que pode ser evitado”, explicam Guilherme Serato e Leonardo Telles, idealizadores da ação. (https://www.instagram.com/laveoditocujo/?hl=pt-br)


Prevenção

A limpeza correta da genitália diminui as chances de desenvolvimento da doença. A falta de informação, a dificuldade em ter atendimento médico e muitas vezes a vergonha fazem com que os homens cheguem ao sistema com a doença em um estado avançado”, pontua a presidente do LAL, Marlene Oliveira, criadora da campanha Novembro Azul.

Apesar de raro nos países europeus e da América do Norte, esse tipo de tumor é uma condição frequente em muitos países africanos, sul-americanos e asiáticos. No Brasil, noventa por cento dos casos são tratados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Isso sugere que o câncer de pênis tende a afetar os homens mais pobres, não operados da fimose e com hábitos precários de higiene.


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